Entre contos… (III)

 

diario1

 

(I)

É noite…

Na catedral…doze horas…

Sinto o cheiro da neblina…e sinto o frio da escuridão…

De repente a mão por entre meus ombros…

Corro…como nunca corri…

Fujo…mas nem sei de quem fugir…

Paro…olho…e nada vejo…

Cheiro de neblina….frio da escuridão…

Uma mão…um arrepio…um abraço…

E assim se inicia o meu fim.

£££££     £££££     £££££

(II)

Olhei nos seus olhos e vi a fome…

Fome de vida…fome de conhecimento…

Fome de ser vivo…

Ele olhou em meus olhos e viu o medo…

O medo da morte…

O medo da descoberta….do novo…

Então…juntamos a fome com o medo…

E nos tornamos um só…

Ele meu mestre

E eu sua seguidora….

£££££     £££££     £££££

(III)

 

Faz algum tempo que percebo esse rapaz…

Faz algum tempo que ele me segue…

Faz algum tempo que ele me chama a atenção…

Mas não sei pq ele não se aproxima…

Não sei pq eu não me aproximo…

Parece que nos conhecemos há anos…

Mas tenho as vezes a sensação que não…

Ele tem um ar sereno…mas ao mesmo tempo ameaçador…

Terei de ter coragem…para perguntar para ele…

Mas sinto que ele quer se afastar…algo o impede…

Ele tem o olhar vago…e penetrante….

Parece querer dizer “vá embora”…parece querer me alertar…

Não ligo para esses sinais…me aproximo….

Mais do que deveria…mais do que podia…

Ele tenta sair…eu não deixo….

Então ele faz o que deve ser feito…

Ele tentou me avisar…eu não quis escutar seu olhar…

Ele tentou ir embora…eu não quis deixar…

Ele foi gentil…

Mas hoje não posso mais ver o sol…

E fui eu quem escolhi.

£££££     £££££     £££££

((Escritos em agosto/2006 - por Vanessa Paiva))

Publicado em:  on abril 22, 2009 at 4:01 am Comentários (11)

Entre contos…(II)

Encontros!!!

“Estranho como tudo na vida se dá por encontros e desencontros.

E isso vem desde o nosso primeiro encontro na vida…que é com nossa mãe ao nascermos.

E daí por diante milhares de encontros se sucederão e tantos outros desencontros surgirão.

Encontramos um amor e achamos ser para sempre…daí surge o tal desencontro…desencontro de ideias…de ideais…de sentidos…de sentimentos.

Encontramos grandes amigos…mas que nem sempre estarão por aqui (ou por ai)…um baita desencontro em nossas vidas…e tudo parece sem muito sentido.

Encontramos a carreira perfeita…uma boa vida profissional…mas nem sempre nos completa e nos realiza…e mais um desencontro.

É…vida bandida…que nos dá e nos tira…faz encontrar e perder…ora vindo…ora indo. E como ficamos nisso tudo?

Bem…fica como você quiser…

Eu posso simplesmente sentar no meu sofá e chorar as mágoas da vida…e de tudo que planejei e deu errado…posso me sentir uma vítima e posar como tal…posso condenar meu destino e renegar novos encontros. Sim…posso ser esse ser de vida lastimada…um ser sem perspectiva.

 Mas NÃO QUERO SER ASSIM…não me sentarei no sofá…não me assumirei como vítima de uma circunstância…viverei cada dia…e não irei condenar meu destino. Cada encontro…ou desencontro…nos deixa uma lição…cada pessoa nos ensina um pouco mais…e não irei abrir mão disso…a VIDA é uma grande coletânea…e pretendo sempre absorver tudo que estiver escrito em suas linhas.”

 

((=> Pessoas perdoem a minha falta de coerência em determinados textos…mas as vezes sinto essa necessidade…e apenas quero escrever…deixando com que as palavras e ideias surjam sem muito compromisso…afinal…isso aqui é apenas um blog…rs.))

 

Beijos para todos…e até breve!

Publicado em:  on abril 20, 2009 at 5:40 am Comentários (4)

A Noiva (II)

“Ciranda…cirandinha…vamos todos cirandar…vamos dar a meia volta..volta e meia vamos dar…O anel que tu me deste era vidro e se quebrou…o amor que tu me tinhas…era pouco e se acabou.”

 

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     Estava incomodada…sabia que existia algo além…não foi um assalto como todos pensavam ou fingiam pensar…essa história estava fétida…o que queriam encobrir?…A quem queriam acobertar? Não sossegaria enquanto não descobrisse.

      Uma semana após o enterro ainda estava na cidade…para não levantar suspeitas…deu a desculpa de estar matando a saudade e relembrando os bons momentos de infância. Todos acreditaram.  Ou pelo menos quase todos.

     Túlio sempre foi muito esperto…cresceu junto com as meninas…sabia exatamente o que Carmem estava fazendo esse tempo todo na cidade…sabia que ela não estava convencida da desculpa do assalto. Ele mesmo não estava. Cidade pequena…sem ladrões de galinhas e derrepente eis que surge um assaltante/assassino e mata justamente a filha do maior empresário da região. Muito estranho mesmo.

     Passou a seguir Carmem. E a moça não parava. Andava de um lado a outro…perguntava daqui…indagava dali…sempre com sutileza…sempre muito educada. Túlio conhecia esse jeito impulsivo mas ao mesmo tempo comedido…Carmem sabia onde ir…com quem falar…mas sem deixar pistas do que estava fazendo. E sempre foi assim…desde jovens…nunca havia se esquecido dela. Sorriso faceiro…olhos amendoados…cabelo liso e comprido…as vezes tentava se esconder por trás de um boné…mas sua beleza reluzia…mesmo quando ela não queria.

      Mas se tinha uma coisa que Carmem era ainda mais astuta…era descobrir quando estava sendo seguida…e Túlio foi descoberto. Depois de uma rápida discussão…Carmem sabia que ele não iria deixá-la  investigar sozinha…e Túlio por sua vez,  sabia que ela não iria desistir enquanto não soubesse da verdade. Fizeram um pacto e reuniram todas as provas. O rapaz já estava um passo a frente…andou investigando desde antes de ela voltar para a cidade. Tinham vastas anotações…muitas hipóteses…pistas…mas nada concreto.

     Horas depois de terem começado a analisar as anotações…surgiram as possíveis especulações…mas exaustos de tanto pensar e analisar…com fome…resolveram dar uma parada e saíram para comer algo. No caminho entre o Hotel e o restaurante perceberam que estavam sendo seguidos…apertaram os passos…mas nada além do que alguns passos mais acelerados para não deixar a impressão de que sabiam que eram vigiados. Sorte o restaurante estar ainda aberto.

     Pedem bife com batata frita e refrigerante…ensaiam uma conversa descontraída…mas sempre olhando para fora…buscando reconhecer o perseguidor…mas a essa altura a penumbra da noite avançada…quase madrugada…não permite uma visão mais detalhada…além disso o espertinho tinha parado quase que num beco da rua em frente…onde a iluminação era ainda mais escassa. Carmem se sentiu estranhamente incomodada…via-se dentro dos romances policiais que tanto gostava de ler…e por isso sabia que tudo aquilo poderia terminar muito mal. Olhou para Túlio como quem pede ajuda…ela está mesmo com medo. O rapaz percebera sua apreensão e segurou em sua mão como se estivesse dizendo…CALMA VAI FICAR TUDO BEM…a moça percebe o carinho e se sente mais confortada. Nada de palavras…nada de diálogos longos…uma conversa no inicio e muitos olhares depois.

     Mas ainda tinha esse cara estranho lá fora…precisavam dar um jeito nele…despistar ele de alguma forma. O restaurante estava para fechar…cadeiras e mesas vazias…apenas o dono e a faxineira limpando o salão…e eles…Carmem e Túlio não podiam mais adiar…então foi quando tiveram a ideia. Sairam do restaurante juntos…mas Carmem voltou…pois tinha esquecido a bolsa…que cabelça a dela…Túlio então começou a andar mais a frente com passos curtos, mas acelerados, na tentativa de fazer com que o estranho o seguisse…e deu certo…Carmem então saiu do restaurante…com sua bolsa e um spray de pimenta a tira colo…nesses tempos em que mocinhas são os alvos preferidos de assaltantes…ela sempre tinha um a mão. Apertou os passos entrou pela rua lateral…pois mais a frente sabia que daria de cara com o perseguidor na Avenida Principal. Ao sair no ponto exato onde estaria entre Túlio e o sujeito viu seu amigo no chão…e sentiu uma forte pancada na cabeça…tudo ficou preto…seu corpo pesado…sente o chão duro e frio.

     Carmem despertou…estava amarrada por cordas e amordaçada…não tinha vendas…mas nem precisava…a sala…ou quarto…ou galpão…estava na mais profunda escuridão…de imediato ao abrir os olhos não enxergou nada…então entrou em desespero…se sacudiu com o intuito de tentar movimentar a cadeira…tentava falar para chamar por Túlio…mas só saiam sussurros…derrepente ouviu do outro lado da sala um outro sussurro…seria Túlio? Resolveu se acalmar…precisava se manter no controle…esperou…sabia que depois de algum tempo…sua visão se acostumaria com a falta de luz e logo poderia ver o ambiente um pouco melhor. E foi exatamente o que aconteceu…e logo Carmem pode identificar seu amigo…amarrado e amordaçado da mesma forma que ela…ele também estava acordado. Pensou…pensou…pensou…mas nada…nenhuma ideia surgia em sua cabeça…estavam fritos.

     Depois de algumas horas…um homem entra na saleta…Carmem sabia que era homem por causa do sapato…a essa altura sua visão poderia ser confundida com a de um felino…estava bem acostumada e enxergava tudo ao seu redor perfeitamente…mas o homem parecia saber desse artifício e entrou encapuzado. Carmem ficou estramamente irritada…ainda mais quando o suspeito começou a falar…tentou identificar sua voz…mas parecia que o carinha usava um aparelho para distrocer o seu tom vocal. Pensou consigo mesma…que a cidade realmente havia crescido…os bandidos já usavam aparelhos sofisticados…uma modernidade só…foi ai que a ficha caiu…e Carmem se viu numa trama ainda mais perigosa do que imaginava estar. Sentiu um aperto no coração por ter colocado Túlio nessa enrascada…se algo acontecesse à ele…não se perdoaria jamais.

     Enquanto o bandido…falava…tentava identificar algo que pudesse ser uma pista…foi ai que ouviu o nome de seus pais…ficou horrorizada…ele estava os ameaçando…se ela não fosse embora da cidade…se continuasse a meter o bedelho onde não fora chamada…poderia se considerar uma órfã…e Túlio teria o mesmo fim. Carmem sentiu seu corpo tremer…o sangre congelar…não podia raciocinar…só imaginava seus pais e Túlio mortos. Raiva…muita raiva…um ódio indescritível tomou conta dela…e começou a se balançar na cadeira…até que tombou no chão. O homem se aproximou dela…falou mais uma meia dúzia de palavras ameaçadoras…e levantou sua cadeira…foi nesse momento que Carmem sentiu o cheiro…conhecia aquele perfume…de onde era? De onde era?  Alguns instantes depois…outro cheiro…só que esse mais forte…penetrou em seu olfato…APAGOU.

     O sol forte batendo em seu rosto…fez com que acordasse…ela e Túlio haviam sido deixados num dos bancos do Jardim Principal da cidade…olhou-se para ter a certeza que estava tudo bem…olhou seu amigo…e estava tudo bem…ou quase…acordou o rapaz…os dois se abraçaram…foram andando em direção ao Hotel…no caminho Carmem só pensava no perfume…ele ficou empregnado em seu nariz…sabia que já tinha sentido esse cheiro antes. Mas de onde? Foi ai que surgiu uma luz no fim do túnel. O plano estava armado.

 

>>>CONTINUA.

 

(Ouvindo: God Put a Smile Upon Your Face – Coldplay)

 

    

Publicado em:  on abril 11, 2009 at 4:13 pm Comentários (1)

Entre contos…

“No meio de um e outro sempre há algo indefinido.

Não temos como saber a exatidão das coisas…

Só sabemos que elas existem e muitas vezes só conseguimos sentir ou imaginar…

Mas mesmo sem essa certeza…seguimos atrás do nosso meio.

E a dúvida nos impulsiona em ir atrás do que é nosso por meio…ou por mérito.”

 

(É…sem sentido…mas tá valendo…rs.)

 

Bjos para quem é de bjos…abraços para quem é de abraços…FUIIIIIIII.

Publicado em:  on abril 7, 2009 at 1:31 am Comentários (9)

A noiva. (I)

“Ah! O vento batento em seu rosto mais uma vez, como nos velhos tempos, quando ainda era uma menina.”

     O carro parou em frente ao imenso portão, agora mais enferrujado e desbotado, lembrou-se das vezes que pulara esse mesmo portão e correndo dos cães, chegava na porta principal toda suja de areia, com o vestido rasgado, sorrindo para o mordomo e entrava na enorme mansão. As lembranças eram tão reais, que mal continha o sorriso. Quantas aventuras, quantas gargalhadas, quantas descidas pelo corrimão, e tudo sempre junto dela. Sempre com ela.

     O sorriso se fechou, as lembranças foram sumindo, os olhos escureceram, a lágrima correu.

     O portão se abriu, barulhento como anos atrás, mas não haviam cães, nem jardim, nem pássaros, o cenário era bem diferente do que um dia teria sido seu castelo de sonhos, estava tudo tão vazio, tudo tão triste, sombrio. Foi caminhando em direção a porta, estavam quase todos, mas ela era a mais aguardada, afinal era a melhor amiga de Elizabeth, sua confidente, não existiam segredos entre elas, e mesmo depois de anos sem se ver, falavam sempre que podiam ao telefone e por cartas.

     No grande salão encontrou pessoas que não via há muito tempo, foi embora da cidade quando, seu pai caiu em falência e submetido aos caprichos de uma vida antes gloriosa, agora pobre, não conseguia olhar para os outros com o mesmo ar de soberania e resolveram ir para outra cidade. Faziam exatos 15 anos. Nesse período pensou em voltar algumas vezes, mas sua vida tomou um rumo diferente, a faculdade, o trabalho, tomavam todo seu tempo, mas havia prometido que viria para o casamento de Elizabeth, pois seria uma das madrinhas.

     Mas, o destino se fez impiedoso, e lá estava ela de volta a cidade que cresceu, muito antes do tempo que previa, e não para ser madrinha. Sua amiga, irmã de alma, companheira de aventuras, a única pessoa a quem devotava enorme amor e carinho, estava ali naquela sala, linda como sempre, pele alva, cabelos castanhos lembrando pequenos caracóis, mas imóvel. Quem teria sido o monstro?

    Ao se aproximar do caixão, sentiu faltar o chão, o coração acelerar, o ar pesando em seus pulmões, e derramou-se em lágrimas, um choro inesperado e compulsivo, doloroso, silencioso. Quem teria sido o monstro?

    Elizabeth se casaria daqui um mês, tinha 29 anos, não merecia isso, sempre tão bondosa, querida por todos, mesmo quando pequenas, sabiam que as traquinagens eram suas idéias, Elizabeth apenas se divertia, mas sempre respeitando os moradores da cidade e até dava broncas em Dafne quando achava que a brincadeira era séria demais.

     Morta! Há um mês do casamento. Morta! Quem teria sido o monstro?

Publicado em:  on at 12:45 am Comentários (2)

Avessas

Sentiu o coração palpitar como nunca havia sentido. Correu pelo corredor da escola em direção ao banheiro.
Respirou fundo…uma…duas…três vezes. Lavou o rosto com bastante água…até molhar sua blusa favorita…azul com detalhes em branco. Respirou fundo mais uma vez e saiu.

Coração acelerado novamente…lá estava a sua frente a figura mais angelical que tinha visto em toda sua vida…desviou o olhar…mas sabia que estava sendo observada.

Ficou por horas sentada debaixo de uma árvore…a mais bonita de todo o jardim…e se permitiu voar…por horas voava tão alto que se sentia um anjo…sem sexo…sem nome…sem medo.

Como podia se sentir assim? Como alguém poderia ter chamado tanto sua atenção? Logo ela, tão discreta…só pensava na faculdade e em todas as mudanças que estariam por vir com essa nova fase. Não contava que as mudanças começariam tão cedo.

Deitada na sombra fresca…teve medo…a figura angelical não saia de sua cabeça…ISSO É LOUCURA…pensou…tentou acordar daquele pensamento…ora sonho…ora pesadelo…mas era mais forte que ela…era tão intenso que sufocava sua respiração…que apertava seu peito…que bambeava suas pernas.

Esquecer…é isso…ESQUECER…levantou…pegou seus livros…e voltou para o prédio da escola…tinha mais duas aulas antes de ir para casa.

Cautelosamente foi andando pelo corredor…não avistava quem seus olhos queriam ver…mas se sentiu aliviada…ISSO É LOUCURA.

Fim da aula…e antes de ir embora…foi até a árvore onde passou a manhã quase toda…estava querendo ficar sozinha por um tempo…abriu um livro que estava terminando…e antes de começar a primeira frase…sentiu aquele perfume…O PERFUME…penetrando pelas narinas…tomando conta de seu sangue…correndo pelas veias…deixando sua cabeça zonza…O PERFUME…que vinha de trás da árvore…que vinha em sua direção…que vinha como mudança…que vinha tomar o que era dele de posse.

Olhou por cima de seus ombros…o perfume chegou primeiro…era doce e trazia mistério…era forte e trazia desafios…era intenso e trazia sentimentos…olhou mais uma vez e dessa vez seus olhos encontraram o anjo que tivera sonhado o dia todo.

O anjo se aproximando dela…que ainda permanecia sentada…abaixou-se…com seus loiros cabelos nos olhos…olhou a menina e lhe disse: – Prazer…meu nome é Angeline.

Publicado em:  on janeiro 5, 2009 at 5:58 pm Comentários (2)

Confiança

“A confiança se dá na medida que as pessoas se sentem a vontade umas com as outras…permitindo assim que desse convívio se crie um vínculo…um elo…de amizade e respeito.”  (V.P.S.)

Pensando nisso…venho aqui depois de algum tempo…trazer à tona uma palavrinha que vem me incomodando há alguns meses…sabe aquelas palavras soltas…que vem e vão na sua cabeça…que as vezes pairam como se fossem nuvem em sua mentem…aquelas que em muitos momentos pesam toneladas? A confiança tem sido um desafio grande na minha vida.

Digo na frase acima que a confiança se dá quando nos sentimos a vontade uns com os outros…e eu acredito nisso…pq não iremos desabafar nossos maiores medos e segredos para qualquer um…não entregaremos parte de nossa vida nas mãos de estranhos…não faremos de qualquer pessoa testemunha de nossos maiores conflitos.

É ai que entra a amizade…é ai que a confiança toma forma…e passa da fronteira do simples convívio…para o Estado do Incondicional…pq amizade tem que ser assim incondicional…e a confiança por sua vez…vem seguindo essa mesma linha de sentimento.

Não tem como fugir…uma leva a outra e vice-versa…sem amizade não há confiança…sem confiança não há amizade…digo AMIZADE…não coleguismo…pq esses não sabem um dedo mindinho de coisas sobre mim.

Mas é estranho ver como realmente as pessoas são diferentes…deveria ser fácil confiar em amigos…deveria ser fácil ter liberdade para se contar tudo sobre qualquer assunto…AMIZADE PARA MIM…QUANDO É VERDADEIRA…ACEITA AS PESSOAS COMO ELAS SÃO…não tem essa de escolher…esse é melhor…aquele é pior…não é a razão que escolhe o amigo que teremos e seremos…é o coração (sempre tão faceiro…sempre pregando peças)…é bater o olho e sentir…mais profundo até que o amor de namorados…noivos e casados.

Engraçado…pensando aqui com meu teclado…chego à uma triste conclusão…é mais fácil esperar que seu cão confie em você…do que um melhor amigo…e confesso que me perco quando tento entender pq…amigos não são monstros terríveis…alowwwww não comemos criancinhas…AMIGOS são irmãos que escolhemos…então me diz…me responde com sincerirdade…do fundo do coração…POR QUE NÃO POSSO CONFIAR NELES??? POR QUE ELES NÃO PODEM CONFIAR EM MIM??? Por que é tão difícil???

Medo??? Pode ser neh??? Medo do que nossos amigos pensarão de nós?…Mas analisando friamente isso…será que esse medo que temos do que eles irão achar…não é o que achamos de nós mesmos??? Muito fácil achar q seu amigo irá criticar e julgar você…isso cria uma boa desculpa para NÃO CONFIAR nele…mas deixando a maldita hipocrisia de lado…a culpa de não conseguirmos nos abrir…não são de NOSSOS AMIGOS…e sim de nós mesmos…que por vezes não nos aceitamos.

Confiar ou não confiar…eis a questão!  Diga-me você!

Publicado em:  on novembro 6, 2008 at 2:50 am Comentários (8)

O Encontro (parte final)

Olhei em seu olhos e vi a fome…Fome de vida, fome de conhecimento…Fome de ser vivo…Ele olhos em meu olhos e viu o medo…O medo da morte…O medo da descoberta…do novo…Então, juntamos a fome com o medo…E nos tornamos um só…Ele meu mestre…E eu sua seguidora.”  (V.P.S)

 

***                                        ***                                      ***

 

   Passaram-se 3 meses…era um típico dia de inverno…meados de julho…férias…enfim…um descanso merecido depois de um período conturbado na faculdade…ainda não tinha conseguido dar um jeito com o apartamento e o emprego…mas Ana havia prometido que dessas férias não passava…até já tinha marcado alguns apartamentos nos classificados…mas não tinha tido tempo de ir vê-los…quem sabe na próxima semana.

   Pensativa como sempre…olhava pela janela do escritório…mais uma vez faria hora exta contra sua vontade…se não precisasse tanto do dinheiro já tinha chutado o balde e de preferência na cabeça do seu chefe. Mas como não era essa a situação…ficou até mais tarde…rsua noite realmente seria muito interessante no meio de relatórios e mais relatórios. Não aguentava mais a tela do computador…entretando com tantos cálculos para fazer e analisar não saíria de lá antes das oito horas…e como isso a incomodava…ela sempre detestou matemática…era péssima com contas na escola…e na faculdade os únicos números que interessavam à ela  eram os anos e séculos em que a História havia acontecido.

   História…essa sim era sua paixão…ela tinha verdadeiro fascínio pelas figuras históricas e mesmo aquelas que nem eram tão conhecidas assim…para ela tinham suma importância…e foi por essa paixão de criança que ela aceitou o desafio de deixar sua família e vir para a cidade grande…seu maior sonho era se tornar Historiadora e viajar o mundo em busca de novos artefatos que revelassem à humanidade os mais variados caminhos da nossa Sociadade…mas até lá teria um longo caminho pela frente e a faculdade e todos seus custos era o principal deles e para isso precisava do emprego…Parou de sonhar acordada…e foi terminar os relatórios.

   Já eram mais de oito da noite quando o último empregado deixou o escritório…e ela ainda estava lá…com aquele bando de números…estava exausta…sua mente já não pensava com clareza…tinha tomada tanto café para se manter acordada que se sentia dopada por cafeína…olhou para o relógio e nele marcava 21:30…olhou para a sala escura e se sentiu sozinha…sentiu medo…medo de que fosse assim para sempre…medo de não ter ninguém ao seu lado no fim de sua vida…aliás…se Ana Luíza tinha um medo…era esse…o da solidão…com tanta coisa para fazer no trabalho…com tanta coisa para estudar e pesquisar na faculdade…não tinha tempo de badalações…não tinha tempo de namorar…realmente sua vida social e amorosa ia muito mal…OBRIGADA! Até tentou engatar um namoro com um carinha do terceiro período de Direito..mas ele era muito filhinho de papai…daqueles que só fazem o curso para agaradar a família…e para ela estudo era muito sério…com tantas diferenças o romance não durou 3 meses…e naquela época decidiu dedicar-se aos estudos e só se reaproximar de alguém que realmente valesse a pena. Mas nesse dia…ali…sozinha naquela sala escura…cercada de relatórios estúpidos…teve medo…medo de que sua vida fosse somente um monte de papel…fossem eles da secretária Ana Luíza…ou da Doutora Historiadora Ana Luíza…pensou “o que estou fazendo comigo? o que estou fazendo da minha vida?” E então num impulso adolescente…largou todo aquele trabalho…pegou o celular e ligou para Mariana…tinha certeza que o pessoal estaria em algum barzinho legal…bebendo e ouvindo música…e era justamente disso que ela precisava nesse momento…estar perto de amigos. E como ela havia imaginado…eles estavam reunidos em um bar perto do trabalho dela…não pensou duas vezes…combinou com Mariana…deu certeza que iria…arrumou sua bolsa…pegou seu casaco…desligou as luzes…e deixou toda aquela pertubação para o dia seguinte.

   Desceu pelas escadas de serviço…tinha medo de elevador…ainda mais estando sozinha…não gostava nem de imaginar ficar presa sozinha em um daqueles elevadores enferrujados…só de pensar sentia arrepios…então foi pela escada mesmo…não tinha medo do escuro…isso era o de menos…mas naquela noite…sentiu um arrepio estranho…não era um arrepio normal daqueles das noites de inverno…era tão forte e intenso que fez com que ela terminasse a escada descendo de dois em dois degraus.

   Já no saguão e aliviada…se despediu do vigia noturno…e saiu…a rua estava deserta…aquele bairro não era mesmo muito movimentado à noite…vestiu o casaco pois fazia muito frio…e foi andando em direção ao bar que ficava a três quarteirões…era relativamente perto…e seria uma boa caminhada…daria para ajustar seus pensamentos que ultimamente andavam muito conturbados. Como uma boa noite de inverno a chuva fina começou a cair…estava intensa e muito fria…mas como seu guarda-chuva estava dentro da bolsa…ficou com preguiça e resolveu apertar o passo…em alguns minutos estaria no bar…não se molharia tanto assim.

   Ana andava rápido…estava mesmo sentindo frio…e a chuva parecia estar aumentando…de repente aquela chuva fina se transformou em temporal…e do nada surgiram raios e trovões…estava em frente ao Museu de História Nacional…quando viu a marquise e resolveu se abrigar…a luz da rua apagou…entrou em desespero…nunca tinha sentido tanto medo em sua vida…tentou pegar o celular e ligar para Mariana…mas não o encontrou…o vento começou a soprar forte…e de tão forte dava a sensação de ser um lobo uivando…sentiu aquele frio na espinha…daquele que paralisa qualquer um.

   Tentou entrar no Museu…não conseguiu…bateu na porta…mas o vigia nem a escutou…quando se virou lá estava ele…parado…alto…com longos cabelos negros…olhando para ela…mas seu rosto ainda era uma incógnita…tentou se mexer…gritar…correr…mas não conseguia…lembrou-se do dia no Campus da Universidade…quando foi salva por um senhor e seus cães vigias…na ocasião só tinha visto a sombra…não sabia se era o mesmo homem…só sabia que a sensação era a mesma…aterrorizante…e ao mesmo tempo envolvente.

   O homem se aproximou bem devagar…parecia que queria mesmo deixá-la com medo…quis gritar não conseguiu…quis correr mas seus pés e pernas não obedeciam…de repente se sentia como uma estátua viva…apenas seus olhos movimentavam-se…seu coração acelerado…sua respiração ofegante…já não sentia frio…seu corpo todo estava em chamas…o suor escorria como água da bica…e cada vez mais perto ele estava.

   Ergueu o olhar quando ele já estava a sua frente…e viu o homem mais belo de toda sua vida…sua pele era alva…seu cabelo ainda mais negro…seu olhar penetrante e azul como o mar…e o sorriso dele…era o fascínio final. Ele a tocou no ombro…respirou bem perto de seu pescoço…e sussurou uma pergunta…enfeitaçada pelo doce hálito…sua resposta foi exatamente o que ele queria ouvir…o convite estava feito…e o homem havia aceitado. Num piscar de olhos a envolveu em seu sobretudo e desapareceu na noite como que por passe de mágica.

   Procuraram por Ana durante meses…até que ela foi dada por desaparecida…sua família fez um funeral simbólico no dia em que ela desapareceu…ao voltarem para casa encontraram por debaixo da porta um bilhete com os dizeres:

O destino é uma caixa de surpresas…cada um tem o seu…mas muitos ainda podem escolher….a escolha foi feita…talvez precipitada…num momento de êxtase…mas essa foi a escolha…o nascer do Sol não será mais o mesmo…mas uma coisa é certa…deixei de estudar a História…para viver a História…e aqui sou Eterna”

   FIM!!!

Escrito por Vanessa Paz Santos S. Paiva

Publicado em:  on outubro 6, 2008 at 5:00 am Comentários (13)

O Encontro

Estava atrasada como sempre…chegou em casa correndo…largou a bolsa e pegou a mochila com o material da faculdade…tomou um gole de café…precisava espantar o sono…afinal estava de pé desde as 5 da manhã e só voltaria para casa as 23h…e bateu a porta do pequeno apartamento.

Desceu os quatro jogos de escadas as pressas…chegou no térreo bufando…e maldizendo tantos degraus…já tinha pedido ao síndico que desse um jeito no elevador…mas aquele velho gordo só queria saber de entupir suas artérias de gordura e guardar o dinheiro debaixo do colchão…pensou…”um dia invado aquele apartamento fedido e roubo todo dinheiro”…mas eram apenas delírios de uma mente extremamente cansada. Então resolveu…”no fim do semestre procuro um novo apartamento…mais perto do campus e com menos escadas”.

Foi andando a passos largos até chegar ao ponto…sabia que se fosse devagar perderia o ônibus das 19:40…e a essa altura já tinha perdido as duas primeiras aulas…e eram duas importantes aulas que ela tem pouco conseguido assistir por causa do trabalho…e decidiu; “vou conversar com meu chefe…preciso trocar de horário…desse jeito sempre perderei o semestre”.

Ainda pensativa despertou com o som da buzina do ônibus…que sorte que o motorista de hoje era seu velho amigo…senão perderia a condução e mais uma vez teria que voltar para casa…sorte mesmo.

No caminho para a faculdade enquanto estava no ônibus e via as ruas passando por seus olhos…fez-se pensativa novamente…tinha pelo menos uns 20 minutos de pensamentos soltos até ter que descer no ponto do campus…a aula seria da professora Helena…Métodos de Pesquisa…até que a aula era boa apesar da matéria ser um porre…mas dava para levar porque a professora sempre trazia coisas novas…animando as aulas…assim ela não iria durmir como fazia na maioria das vezes.

Ainda no ônibus…lembrou do dia que chegou à cidade…era tudo tão novo que no início sentiu medo…a princípio iria para uma República de estudantes…mas como seus pais demoraram para liberar a grana…ela perdeu a vaga…teve que alugar um apartamento e começar a trabalhar. Foram dias estranhos e difíceis…uma estranha na cidade…vinda do interior…sem ter onde durmir…sem muito dinheiro…tendo que se virar logo pois não poderia durmir na rua. Por sorte conheceu Marina no dia da matrícula e ela foi bem legal oferecendo seu quarto na República enquanto ia visitar seus pais…assim teve uma semana para procurar emprego e um lugar para morar…com a pressa de se alojar…pegou uma porcaria de apartamento…e uma droga de emprego…mas já tinha decidido que do próximo ano não passaria…e iria trocar de emprego e de AP.

“Próxima parada CAMPUS DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE ”…Ana??? Ana Luíza??? Chegamos menina…

Ana despertou de seus pensamentos e desceu correndo as escadas do ônibus…estava de frente para o campus…entrou afobada…correndo pelos largos corredores…abriu a porta da sala todos a olharam e riram…ela pensou: “bando de filhinhos de papai…se tivessem que trabalhar o morassem onde moro…não iriam rir de mim”. Sentou-se e tentou…jura que tentou prestar atenção nas aulas…mas não conseguiu…nem na hora do intervalo conseguia prestar atenção nas conversas ao seu redor…todos chamavam “Ana?”…mas ela não escutava…seus pensamentos…seu olhar…estavam perdidos em alguma direção que ela não conseguia entender…apenas estava longe…e se sentia muito estranha naquele dia.

As aulas acabaram…todos comentando sobre as novas lições…todos desesperados com os projetos e artigos que teriam que fazer…todos não…Ana estava ausente de tudo…saíram um poiuco mais cedo eram 22:15…chegaria em casa mais cedo…poderia durmir mais 10 minutos…só pensava nisso…quando foi cortada por Bernardo…que oferecia carona…mas ela recusou…sabia que essas caronas sempre iam acabar em bares…e hoje ela só queria cama…nada de badalação…então foi para a parada do ônibus e ficou esperando.

Esperou 5, 10, 15 minutos e nada de chegar o maldito ônibus…tinha perdido os tão sonhados 10 minutos a mais de sono…e a essa altura já havia se arrependido de não ter aceitado a carona que Bernardo tinha oferecido. Sem muito o que fazer…e querendo logo chegar em casa…doida por um banho e um bom sanduíche…resolveu andar em direção à Avenida e pegaria o primeiro ônibus que passasse…ficar lá sozinha é que não dava…o campus estava fechado e logo as luzes seriam apagadas. No caminho indignada, só pensava como aquele dia tinha sido ruim…era o tipo de dia que não se deveria sair da cama de forma alguma…mas ela saiu…estava ali sozinha…e pela primeira vez em 3 anos na cidade…sentiu medo…sentia que a seguiam.

Apressou-se…andou mais rápido…mas percebeu que assim como ela alguém andava tão rápido quanto…parava…olhava para trás…nada via…continuava…”graças à Deus…já vejo a Avenida…nunca gostei tanto do barulho ensurdecedor dos carros…logo chegarei…logo estarei no ponto…relaxa Ana…se acalme…logo você estará em sua caminha…e esse será apenas um dia ruim”.

Equanto andava e pensava não percebeu a sombra se aproximando…e faltando poucos metros para sair da Unversidade…quase no portão principal…a sombra parou em sua frente. Gelou…sentiu como se tivesse caído no Oceano Atlântico…não conseguia se mexer nem gritar…seus músculos estavam travados…seus sentidos cortados…só ouvia o seu coração acelerando a cada segundo…como se fosse explodir.

Piscou…uma…duas…três…vezes…e quando percebeu que poderia falar…tentou berrar…mas o som de suas cordas vocais saíam baixinho…como um sussuro…pensou em tantas coisas ao mesmo tempo que não conseguia manter sua mente sã…”vou ser assaltada…vou ser violentada…vou morrer…”  Berrava por dentro…era o que conseguia…derrepente ouviu alguns cães latindo…parecia que o som estava perto…e cada vez se aproximava mais…tentou mover os olhos para o lado…viu quando os cachorros se aproximaram…e com eles um senhor com uma espingarda muito antiga…e pensou “o que ele pensa que conseguirá com essa arma enferrujada…no mínimo esse bandido está armado com uma pistola”…quando voltou seu olhar…viu que a sombra havia sumido…ele deve ter se assustado com o senhor e seus cães…deve ser esse tipo de bandido que faz maldade com todos…mas quando se vêem diante de uns cãezinhos…se pelam de medo…”bandido de merda”…pensou ela…agora toda corajosa…mas no fundo o que ela sentia era alívio por estar viva…e aos poucos sua paralisia foi passando…agradeceu ao senhor pela ajuda…contou o que estava prestes a acontecer…e quando já estava indo embora…ouviu um conselho do bom velho…”moça…não ande por aqui sozinha de noite…as ruas do campus são muito escuras e escondem criaturas que até o diabo tem medo.”  Ela agradeceu a preocupação…disse que teria mais cuidado…mas por dentro estava caindo em gargalhadas do velho louco…”como assim criaturas que até o diabo tem medo??? Coitadinho…está delirando.”

Pegou o ônibus eram mais de meia noite…chegou em casa exausta…tomou banho…e deitou-se…o sanduíche ficou para o dia seguinte…aquele dia tinha sido uma merda…e a noite no mínimo estranha…queria esquecer e só esquecer…amanhã seria outro dia. Pegou no sono.

CONTINUA…

Publicado em:  on setembro 10, 2008 at 6:34 pm Comentários (8)

Amizade

“Oi amiga!

Estou aqui para dizer que você pode confiar em mim…sempre…e mesmo quando parece que estou afastada…acredite…meu coração e pensamento estão com você…porque estamos unidas para sempre.

Você pode até achar que não me importo com seus sentimentos…que não me preocupo com seu coração…que não ligo para seus medos…mas não é verdade…se não estou por perto agora…é pq alguém pode estar precisando um pouco mais de mim…e sei que você é forte…no final vc acaba sempre me ajudando mais.

Aquele abraço…aquele sabe…que fiquei devendo naquele dia em que suas lágrimas estavam caindo…não esqueci…e saiba que logo lhe darei o mais apertado e sincero abraço de toda minha vida.

Ah…e se eu faltei em algum momento com minha presença em algum evento importante para você…saiba que não foi por maldade…e nem pq não a considero…apenas tive uns contratempos…desculpe se não se lhe falei antes…acho que tive medo da sua reação…neh mocinha estourada.

Então AMIGA…não quero que penses que não a estimo…e menos ainda quero que se afaste de mim…nossa amizade para mim é muito importante viu!?!

Beijos…amiga querida”

 

7:10 da manhã: Vanessa??? Filha??? Acorda…está na hora de ir trabalhar hein…!!!

O TEXTO QUE VCS ACABARAM DE LER…SERIA A CONVERSA QUE EU ESTOU ESPERANDO HÁ MUITO TEMPO…MAS PELO VISTO…ESSA PESSOA NÃO VIRÁ ATÉ MIM…E TUDO FICARÁ COMO ESTÁ…ESPERO QUE ELA SAIBA QUE ISSO SÓ TEM DESTRUÍDO ESSE SENTIMENTO DE AMIZADE.

 

=> Muitos…muitos de vcs não irao entender absolutamente nada…mas eu precisava escrever isso…estava sufocado aqui…e nem sei se essa conversa um dia irá acontecer…mas de qualquer forma…aqui ela aconteceu…no meu mundo “quase perfeito”.

Abraços para todos…até breve.

Publicado em:  on setembro 3, 2008 at 8:23 pm Comentários (11)